Cada um de nós tem o seu próprio limite de tolerância ao imprevisível e desconhecido a partir do qual dispara em automatismos defensivos de controlo.

Saberes reconhecer – e respeitar – o teu nível actual de resiliência é fundamental para:

  1. Garantires que avanças a partir de um plano sustentável de mudança.
  2. E abraças a tua próxima zona óptima de crescimento sem fortaleceres o padrão “começa-deita-tudo-perder-recomeça-do-zero-outra-vez”.

Um dos grandes perigos do desenvolvimento pessoal é a criação de uma fantasia inebriante sobre o que é possível e “temos que ser capazes” de conseguir…

Que nos pode levar à precipitação e ao desrespeito pelo nosso nível particular de tolerância ao desconhecido.

É frequente. E sim – aconteceu comigo: já dei passos maiores do que as pernas que me conduziram a circunstâncias bastante adversas.

  • E estados pesados e de (muito) difícil integração :-p

É um daqueles dilemas do crescimento pessoal, porque sem essa fantasia o mais provável era ter-me deixado estar onde não me sentia realizado.

E não teria aprendido as lições preciosas fruto da digestão desses mesmos estados.

Ou seja – a precipitação foi útil: mas deixou de ser necessária ;-)

Hoje em dia sou bem mais sóbrio acerca do meu próximo nível de evolução, e como posso voar com os pés assentes no chão – identificando a minha zona óptima de crescimento.

É um exercício pessoal que me permite sustentar movimento perpétuo, e nutrir ciclo após ciclo de expansão e contracção.

Para além de pensar em resultados o meu planeamento inclui o desenvolvimento de competências específicas.

Porque o meu nível actual de mestria sobre essas competências é o factor que aponta ao percurso que se segue.

É o elemento que activa os meus motivadores intrínsecos – em contraste com a fantasia especulativa que antes me levava tomar decisões irresponsáveis.

A zona óptima de evolução é definida pela integração do paradigma mestre-aprendiz num próximo desafio de crescimento.

Até este momento no tempo todos nós desenvolvemos um determinado nível de mestria sobre certas competências.

Foi o caminho que percorremos até agora que no lo permitiu – e nutriu.

O mais provável é que perante uma nova visão de crescimento essas mesmas competências demonstrem ser insuficientes: é preciso introduzir algo mais.

Esse algo aponta para o aprendiz em nós – e as competências que estamos a ser convidados a aprofundar.

A chave para nos mantermos dentro do nosso limiar de resiliência – ao mesmo tempo que o expandimos – é termos um pé no mestre e outro no aprendiz.

Não só criará espaço para o novo como simultaneamente reforçará o reconhecimento pelo bom trabalho feito até agora, mantendo o impulso de crescimento.

  • Que competências identificam o teu nível actual de mestria?
  • E perante um novo momento de crescimento consciente, que competências apontam para o teu aprendiz interno?
  • Qual seria o desafio a três meses que integra ambas? Que objectivos traçarias?

Até já***
João Diogo

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