A perspectiva pessoal que tenho sobre os obstáculos que vou encontrando pelo caminho é que:

  1. A “vida” não mos teria colocado sem antes me ter proporcionado os recursos para o transmutar.
  2. Há sempre algo a aprender e refinar acerca da relação comigo próprio – e com o tema em questão.

Não tenho provas de que seja uma “fórmula universal” – e não tenho interesse em argumentar sobre a sua validade.

É sim uma perspectiva que me devolve a um espaço de recursos e responsabilidade – e me permite desidentificar do papel de vítima das circunstâncias.

O que tenho vindo a aperceber-me é que se o primeiro ponto é essencial, é no segundo que reside a transformação.

A bem da transparência e reconhecimento da minha humanidade, por vezes demoro tempo a chegar lá. E tenho que fazer umas quantas birras até me apanhar.

Mas a primeira fase da resolução dos obstáculos costuma ser esta: de vítima a co-criador.

A segunda é compreender o “algo” que tenho que refinar. Sobretudo quando um obstáculo surge, é (aparentemente) resolvido e depois volta a surgir.
Uma e outra vez.

A minha tendência automática assim que assumo a responsabilidade é recrutar mais energia, para me tornar “mais forte” do que o obstáculo:

  1. Assumir a responsabilidade.
  2. Ir buscar mais energia do que a do obstáculo.
  3. Entrar em acção e resolver (temporariamente).
  4. “Outra vez a mesma coisa?!?”

Há cerca de 3 meses revelou-se um segundo passo bem mais elegante: tornar-me leve.

O que acontece com tornar-me forte e activar o “super-herói” é que após uns quantos anos a fazê-lo fiquei exausto. Ao ponto de estar pronto para desistir.

E ao compreender que a estratégia é insustentável coloquei finalmente a “pergunta certa”:

  • “Se não é tornar-me mais forte, então o que é?”

A resposta que obtive foi “torna-te leve”:

  • “Não só tens todos os recursos como também já tens toda a energia.”
  • “Só tens que ir buscar mais energia porque estás a querer ser mais forte.”
  • “Se te tornares leve não só conseguirás agir fazendo bom uso da energia que já tens…”
  • “Como da que advém do obstáculo.”

A tendência automática é tensionar para obter (aparente) controlo.

O novo propósito é tornar-me leve e permitir que outras soluções se revelem: permite-me sustentar o espaço para que o processo se dê com menos tensão.

Atenção sem tensão. Fazer sem fazer. Vontade sem força.

Até já***
João Diogo

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