Há apenas dois movimentos pelos quais acontece uma mudança no rumo das nossas vidas:

  1. Ou entra algo de novo… de fora para dentro.
  2. Ou pomos algo de novo – de dentro para fora.

A razão pela qual damos por nós num paradigma potencial desperdiçado – de sobre-formação e sub-realização – é porque inconscientemente bloqueamos numa das duas possibilidades:

  • Mais formação.
  • Mais experiências.
  • Mais autores.
  • Mais vídeos.
  • Mais… de fora para dentro.

Ou

  • Mais acção.
  • Mais responsabilidades.
  • Mais ideias.
  • Mais projectos.
  • Mais compromissos.
  • Mais… de dentro para fora.

No primeiro caso, a certeza que procuramos (fora) acaba por se transformar em dúvida – e num desalento silencioso em relação ao futuro:

  • “Estou impaciente e frustrada comigo mesma por não saber por onde começar.”
  • “Não consigo organizar o conhecimento todo que adquiri até hoje.”
  • “Nem ultrapassar a insegurança de que ainda não sei tudo e de que não estou preparada para o desafio a que me propus.”

No segundo, essa mesma certeza (que agora aparenta vir de dentro) torna-se em compulsão e aprisiona-nos num ciclo automático de fazer:

  • “Sinto-me só, cansado e incompreendido.”
  • “Estou sobrecarregado por tudo aquilo a que me propus – e não posso parar.”
  • “Depende tudo de mim e que se abrandar vai por água abaixo. Ou demorar ainda mais.”
  • “Isto há de passar…”

A chave é integrarmos ambos os movimentos no nosso dia-a-dia, deixando ir a aparente certeza e abraçando um novo nível de vulnerabilidade:

  • “Paro de consumir informação (que me dá aparente certeza) e dou o próximo passo na direcção quero explorar (vulnerabilizando-me).”

Ou…

  • “Paro a acção (que me traz a sensação de certeza e controlo) para observar a realidade a partir de outras perspectivas – e desenvolver novas soluções (vulnerabilizando-me).

Até já***
João Diogo

Recebe os Artigos por Email…

Subscrever
Subscrever