No início temos a ideia – e um reservatório aparentemente inesgotável de entusiasmo.

Entramos em acção. Pouco a pouco vamo-nos apercebendo de que as coisas nem sempre correm como queríamos… mas não faz mal: o entusiasmo continua lá.

E os resultados começam a aparecer. Continuamos.

Com o passar do tempo começamos a desenvolver aversão à resistência e aos imprevistos externos.

E apercebemo-nos de estamos aparentemente bloqueados num determinado patamar de experiência.

  • “Então? Quando é que isto passa!?!”
  • “Não te queixes: deixa-te estar que até nem está mau…”

Persistimos. Mas no fundo da nossa psique começa a surgir a dúvida:

  • “O que é que não estou a perceber?”

Quando empreendemos o novo é inevitável chegarmos ao ponto de saturação – onde mudar volta a ser uma opção.

Este é o momento em que somos convidados a fazer um reset do nosso ponto de referência, para evitar insistir nos ciclos anteriores.

Cada um de nós tem um período de tempo em relação ao qual conseguimos integrar a experiência emocional.

Esse ponto de referência pode ser em relação ao passado,

  • “Já estou nisto há [INSERIR PERÍODO] anos. É para continuar.”

Ou em relação ao futuro:

  • “Isto vai demorar [INSERIR PERÍODO] anos. E estou disposto a investi-los.”

Quando saturamos a perspectiva em relação ao passado e ao futuro muda:

  • Vou mudar. Já não estou mais para continuar nisto.

Ou…

  • Ainda vai demorar – e não estou disposto a investir. Vou mudar.

O reset do ponto de referência é o que nos permite processar e integrar o caminho percorrido até aqui – e tirar conclusões a partir de um ponto de desidentificação emocional.

Permite-nos regressar ao presente e re-activar os níveis de compromisso a partir de um espaço de maior maturidade.

  • “Já percebi. Estou pronto. Vamos a isso.”

Ou em relação ao futuro:

  • “Já percebi. Estou pronto. Afinal é por ali.”

Permanecer – porque a alternativa é ter que repetir tudo outra vez.

Sair – porque a alternativa é insistir no que não é para insistir.

Independentemente da opção – o reset emocional é o que nos permite aceitar e abraçar o (aparente) vazio que se segue.

Começámos na semana passada uma nova turma da Academia da Criação. Se te faz sentido fazeres este processo de reset emocional (e a explicação da Academia) contacta-me.

Até já***
João Diogo

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