Há uma grande diferença entre o que se imagina que vai ser lidar com a incerteza – uma vez dado o salto – e efectivamente lidar com ela.

Esta é a razão pela qual tantas pessoas com carreiras “de sucesso” dão por si em dificuldades para gerarem tracção quando empreendem a mudança para a vida que querem.

Os retiros, workshops, cursos, livros e certificações podem dar-nos algumas pistas – e até ferramentas.

Mas nada substitui a experiência real – quando expostos a situações de pressão e incerteza somos capazes de expandir e criar novas avenidas de oportunidade.

Eu não sou o típico escritor de desenvolvimento pessoal que descreve a vida como sendo uma maravilha. Não é essa a minha experiência.

Olhando em retrospectiva para os últimos 12 anos (desde que empreendi o shoo) tenho a tendência para identificar mais desilusões do que vitórias.

  • Racionalmente sei que não é assim – muito pelo contrário.
  • Mas emocionalmente a história é outra.

E é aqui que reside a resposta à pergunta “quando é que vou estar pronto/a?”

Segundo Daniel Kahneman, Prémio Nobel da Economia em 2002 e autor do livro “Pensar, Depressa e Devagar”

A amplitude emocional que sentimos em eventos que interpretamos como sendo “negativos” é tendencialmente duas vezes superior à que sentimos em eventos que consideramos “positivos”.

Passando para números…

  • 1 × evento “negativo” = 2 × unidades de “perda”
  • 1 × evento “positivo” = 1 × unidades de “ganho”
  • “Espera lá!”
  • “Mas se a vida é uma onda – para cima e para baixo – então vou estar sempre em défice…”
  • “Teria que ter dois eventos positivos para cada negativo, para estar a zeros!?!”

A resposta é óbviae racionalmentenão. Mas as emoções não são racionais

E é por isso que tantas pessoas que demonstram ter sucesso e resultados muito acima da média no mercado tradicional de trabalho se sentem impotentes para lidarem consigo mesmas – depois de darem o salto.

Ao ponto de deixarem de se reconhecer, desenvolverem padrões de aversão à vulnerabilidade e gerarem muita resistência (inconsciente) à sua própria evolução.

Para sustentares a mudança precisas de desenvolver uma nova estrutura interna.

Que substitua a estrutura externa onde te apoiaste até agora representada por horários de trabalho, rotinas diárias e objectivos a cumprir.  E um ordenado ao fim do mês.

A antiga estrutura exterior deu-te (ou dá-te) a certeza e previsibilidade que precisavas para não estares constantemente em regime de urgência.

Mas deixou de te satisfazer. Afinal de contas foste acumulando “unidades de perda” sem dares por isso – e passado tanto tempo queres mudar.

A criação de uma nova estrutura INTERNA não só te dará a confiança e previsibilidade de que precisas para lidares com a vulnerabilidade e a incerteza externa…

Como amortecerá as amplitudes dos eventos “negativos”.

É esta estrutura interna que representa a integração do feminino em nós.

A boa (ou má) notícia é que a tendência para largar as estruturas antigas tornou-se global.  Nós somos apenas os pioneiros ;-)

Se o que leste te faz sentido, estás num momento de mudança e queres saber como criares a nova estrutura interna envia-me um email: vamos conversar.

Até já***
João Diogo

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