• “Porque procrastinamos?”

Esta foi a pergunta com que começámos a sessão de ontem.

Afinal de contas a Joana (nome fictício) seria bem mais realizada e viveria em paz consigo mesma se eliminasse a procrastinação do seu dia-a-dia.

Daí a importância do tema:

  • “Estou comprometida comigo mesma e com o que decidi fazer.”
  • “Invisto em mim com frequência…”
  • “O que é que me impede de fazer o que me proponho a fazer?”

A explicação é simples – e não tem a ver com força de vontade. Requer antes o desenvolvimento de softskills de auto-conexão.

Numa nova decisão há sempre dois (2) factores envolvidos.

Por um lado está o que pensamos

  • “Vou começar a correr todas as manhãs.”
  • “Vou escrever um novo artigo semanalmente.”
  • “Vou empreender o meu negócio.”

Do outro como nos sentimos acerca do que pensamos:

  • “Tenho que ir correr… mas sinto-me letárgico.”
  • “Está na hora de escrever… mas sinto-me desinspirada.”
  • “Vou telefonar… mas estou aborrecido.”

O que pensamos (dizemos) representa 20% da nova decisão. O que sentimos… 80%.

Acção = 20% Razão + 80% Emoção

A chave para a nova acção reside nos 80% da fatia da emoção, da energia em moção (e-moção).

A maioria de nós não sabe relacionar-se com emoções como letargia, aborrecimento e desinspiração.

Durante o processo de educação aprendemos a dissociar-nos do desconforto

  • “Estás triste? Come um chocolate.”
  • “Estás aborrecida? Vai ver um bocado de televisão que isso passa.”
  • “Letargia? Bebe um café.”

… e a depender quase exclusivamente do raciocínio.

Pessoalmente, procrastinei o que sabia que queria fazer durante 10 anos.

Obtive a resposta logo ao terceiro retiro… mas levei 10 anos até decidir que o perfeccionismo (como reacção à insegurança) não mais seria uma boa justificação para adiar.

O que impede que excelentes intenções passem à fase da implementação – ou que persistamos perante a resistência – é a dissociação das emoções que estão por debaixo da procrastinação.

É como se andássemos pela vida num estado de auto-hipnose em busca de soluções no pensamento quando a resposta passa por nos ligarmos à emoção: continuamos à procura no sítio errado!

90% do meu trabalho passa por contribuir para que os alunos do shoo aprendam a conectar-se com as suas emoções.

Porque quando o fazem silencia-se a deambulação mental permitindo que a resposta surja. Em total alinhamento com quem são – e com o impulso para agir.

A chave para dar a volta à procrastinação está em desenvolver uma nova relação com a emoção.

Até já***
João Diogo

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