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Perseverança? Um Método para Recuperar das Desilusões do Dia-a-Dia

As últimas semanas foram difíceis: muitas expectativas goradas e projectos longos que não deram os resultados previstos.

Até tenho conseguido “aguentar-me” à tona…

Mas este último “Não” que ouvi ao telefone fez mossa… e rendi-me finalmente à desilusão que tenho vindo a acumular.

Chegou o momento certo para mergulhar.

Olá! Neste artigo vou falar dos quatro passos a dar para lidarmos com a desilusão – e regressarmos o mais rapidamente possível ao fluxo criativo.

A verdade é que no caminho da construção daquilo que queremos vamos viver momentos de tristeza e desilusão:

  • As coisas nem sempre vão correr como queremos;
  • Os resultados podem demorar mais tempo do que estávamos à espera;
  • E há pessoas que vão dizer coisas que nos vão tocar nos botões e nos vão fazer reagir.

E a desilusão vai surgir.

O que tenho observado é que quanto mais depressa parar para acolher e sentir a tristeza mais rapidamente ela me permite ir em frente.

É a nossa capacidade para acolhermos e sentirmos a desilusão – e depois transmutá-la de novo em energia positiva e acção na direcção daquilo que queremos – que garante que vamos ao fim.

Quando nos permitimos mergulhar profundamente nessa tristeza somos capazes de voltar a emergir com energia e entusiasmo renovado para fazer acontecer.

Então… o que poderia acontecer se em vez de teres receio de ti próprio(a) – em vez de recuares perante estes estados emocionais que possam surgir em ti – aceitasses que a desilusão faz parte do caminho e voluntariamente mergulhasses dentro de ti para emergires rejuvenescido/a?

Como se tivesses tomado um duche de água fria e ficasses pronto(a) para um novo dia…

E talvez ainda mais relevante…

Quando és capaz de sentir desilusão e de conhecer profundamente “os teus baixos” és capaz de sustentar os outros na sua própria desilusão.

E quando alguém estiver “em baixo” à tua volta, em vez de o/a tentares tirar desse estado irás ser capaz de lhe dar suporte – algo que é muito raro na nossa sociedade nos dias que correm.

Repara…

Neste caminho de empreender e construir o teu sonho…

  • Quão mais rápido ou quão longe conseguirias ir se não tivesses medo de ti, se não tivesses medo desses estados de tristeza, de melancolia, de desânimo que existem em todos nós?

Fomos ensinados a não ir lá tocar, a pôr para trás das costas.

Para que compreendas – esta desilusão e tristeza fazem parte de todos os processos que estão vivos, que são fenómenos ondulatórios:

  • Temos picos em que sentimos entusiasmo e alegria e temos anti-picos em que sentimos tristeza e melancolia.
  • Temos picos em que estamos totalmente virados para fora e temos os vales profundos em que estamos totalmente virados para dentro.

E é a nossa capacidade de subir e mergulhar com frequência e amplitudes cada vez mais elevadas que nos permite estarmos emocionalmente comprometidos nos nossos projectos e resultados – e fazer acontecer numa base constante e regular. (Para uma explicação mais exaustiva deste fenómeno ondulatório consulta este artigo.)

Então…

Como é que se lida com a tristeza? Quais são estes quatro passos?

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1º Passo: Como é que costumas reagir à desilusão?

  • De que modo é que costumas fugir dela?
  • Ou como é que será que a negas?
  • Ou de que maneiras poderás lutar com essa tristeza?

Quais são os comportamentos que tens no teu dia-a-dia – e num regime mais ou menos automático – que te ajudam a não-lidar com a desilusão?

Podem ser actividades como fumar, ir beber um café, navegar pela internet ou isolares-te em casa a ver televisão.

Qual é o comportamento que tens e te permite não sentir o anti-pico?

2º Passo: Assumires que estás “em baixo”.

E entrares em contacto com essa camada de sentimento que se encontra por debaixo desse comportamento – e onde residem sentimentos como tristeza, melancolia ou qualquer tipo de dor emocional.

3º Passo: Pergunta-te “O que é que eu tenho medo que aconteça?”

Quando assumires a desilusão e surgir o convite para mergulhares – que muitos de nós evitamos a todo o custo – pergunta-te:

  • “Qual é a imagem que eu tenho da tristeza?”
  • “O que é que eu tenho medo que aconteça?”
  • “Com que é que eu acredito que não vou ser capaz de lidar se mergulhar nesta tristeza?”

Porque é comum e normal acreditarmos que se mergulharmos podemos não vir à superfície.

No fundo é como se mergulhássemos no mar e ficássemos sem ar para respirar.

E essa sensação de desconhecido – que representa a tristeza e a melancolia que nos puxa para dentro – muitas vezes faz com que fiquemos apáticos e evitemos a todo o custo mergulhar nela.

Então pergunta-te: “Do que é que eu tenho medo?”

A mim acontece-me, por exemplo, estar num fluxo criativo com bastantes solicitações e achar que não a posso parar para sentir porque vou ter que estar 4, 5 ou 6 horas a lidar comigo mesmo e “ir perder tempo de trabalho.”

O meu medo é de sentir culpa por estar a desperdiçar tempo.

4º Passo: Perguntar-te “O que é que eu realmente quero?”

E finalmente, após teres identificado a reacção, assumido que estás triste e teres compreendido qual é o medo, a pergunta seguinte é:

  • “O que é que eu realmente quero?”

Quando deixas de estar à mercê da emoção e te permites vir para dentro – que é o convite da desilusão – a pergunta que tens que responder é:

  • “O que é que eu realmente quero fazer?
  • O que é que eu realmente quero da vida?
  • O que é que eu realmente quero ser?”

Porque a tristeza é esse convite para virmos para dentro, a recolhermo-nos do mundo exterior e – provavelmente – a afinar qualquer coisa que não está em consonância com quem somos.

Normalmente estamos a ter um padrão de pensamento, uma crença que não se alinha com o nosso sol, que não se alinha com o nosso poder pessoal, não se alinha com o nosso real brilho.

E responderes a estas quatro perguntas permitir-te-á acordar o teu brilho.

E ter uma mudança de atitude – natural – perante o que está a acontecer cá fora.

Estes são os quatro passos:

  • Em primeiro lugar – “Como é que eu estou a reagir?”
  • Em segundo – Assumir a tristeza: “Estou em baixo.”
  • Em terceiro – “De que é que eu tenho medo se mergulhar nela?”
  • E o quarto – “O que é que eu realmente quero?”

Como te disse antes, quando te permites mergulhar na tristeza emergirás de com entusiasmo e alegria renovados.

Agora o que queremos é diminuir o intervalo de tempo que demoras a entrar e a sair da tristeza.

Então faço-te um convite!

O meu convite é que não fiques só com esta informação, que a uses.

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Aplicação Prática:

Recorda qual foi a última vez em que te sentiste triste, desiludido(a) ou melancólico(a) e faz este exercício:

  1. Pergunta-te como é que reagiste nessa altura.
  2. Qual seria a tristeza que estaria por baixo a querer vir ao de cima?
  3. Qual foi a crença que te impediu de a sentires?

Vai lá, vai procurar, não fiques só com a informação teórica!

Porquê?

Porque no futuro vai voltar a acontecer.

E quanto mais olhares para o passado e compreenderes como é que fugiste nessa altura melhor vais poder no futuro encurtar o espaço de tempo que demoras a atravessar, a mergulhar e ir ao fundo do teu ser, daquilo que tu queres, e a voltar cá acima.

Dicas para terminar:

  • Utiliza este exercício para ti. Usa-o em ti em primeiro lugar.

Não tentes olhar para as pessoas à tua volta. Usa-o contigo, explora-te em primeiro lugar.

  • Depois quando vires alguém ao teu lado triste – e já fores capaz de conhecer a tua tristeza – experimenta sustentar o espaço para que a emoção exista.

Quando alguém está triste ao teu lado evita tentar tirá-la da tristeza… simplesmente sustenta a pessoa nessa tristeza.

Pergunta-lhe: “Estás triste? O que é que gostavas que tivesse acontecido de maneira diferente?”

Sobretudo com crianças, sobretudo com os teus filhos(as), sustenta a sua tristeza e não tentes arranjar uma solução milagrosa para saírem de lá.

Permite que as crianças consigam mergulhar nas suas próprias emoções, que é algo que a nós, agora enquanto adultos, nos foi de alguma maneira “roubado” durante a infância.

Tentaram dar-nos o chupa-chupa, tentaram dar-nos a surpresa para sairmos dessa tristeza, o que depois enquanto adultos faz com que não tenhamos esta capacidade de simplesmente dizer SIM aos nossos sentimentos mais profundos.

Era isto que eu tinha para te mostrar hoje.

Até que nos encontremos outra vez, atreve-te! Atreve-te a sonhar alto, a seres autêntico(a) e atreve-te sobretudo a fazer acontecer hoje!

Até já! ***
João Diogo

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2018-09-19T12:19:57+00:00