Enquanto agentes de mudança as nossas relações tomam um novo significado – e oportunidade.

No papel de terapeutas, coaches, educadoras, líderes de equipa, empreendedoras e pioneiros as nossas relações permitem-nos:

  1. Estar constantemente a ver o nosso reflexo.
  2. E amplificar o processo de consciência.
  3. Ou não…

No instante em que os intervenientes chegam a um impasse, criando tensão no nível de conexão inter-pessoal, activam-se os padrões reactivos e automáticos em ambos.

A relação deixa de ser incondicional – o padrão automático assumiu o comando – e passa a ser de poder: qual de nós é que vai sair com a razão?

Enquanto agente de mudança a acção “certa” a empreender de modo a influenciar de novo a conexão não é ajudar o outro a compreender-me melhor.

  • Não é arranjar o que está “mal”.
  • Não é contribuir para que se compreenda melhor…
  • E também não é deixar as coisas como estão.

É sim reconectar-me comigo mesmo: identificar o padrão reactivo, sentir as emoções, mágoas e tentativas de manipulação que dele advêm.

É criar espaço interior para que ele exista, mas não domine a interacção.

Ao criar espaço para mim acabo por criar espaço para o outro. E ao relaxar o padrão em mim crio a possibilidade de que o padrão relaxa no outro.

Não é fácil. Mas é possível.

Sobretudo se nutrirmos uma prática diária onde os padrões se possam espelhar sem necessidade de outros intervenientes.

Onde os podemos abraçar, integrar e amar. Onde podemos desenvolver novas maneiras de nos relacionarmos connosco mesmos e as nossas feridas.

O que fazer para ajudar o outro?

Nutrir a disciplina de nos ajudarmos a nós mesmos, antes da presença do outro.

Até já***
João Diogo

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