É quando sustento com graça e gentileza as situações que me causam tensão que aprofundo os níveis de conexão comigo mesmo.

E nutro empatia em relação à liberdade do outro.

É na imprevisibilidade (positiva ou negativa) que me coloco à prova e onde posso aferir os resultados do investimento em mim mesmo.

Porque é quando encontro espaço interior perante o caos – e relaxo a necessidade de controlar – que percebo o quanto cresci.

É deste centro que advém a confiança, o compromisso e o amor que estamos à procura.

Enquanto agente de mudança é essencial que desenvolvas a capacidade para sustentares este (aparente) vazio.

Sob pena de afogares o outro com o teu próprio processo interno.

Um dos padrões automáticos que me rouba da minha presença é tentar perceber o que é que se passa com o outro:

  • “O que é que ele está a pensar?”
  • “Porque é que está a fazer isto?”
  • “O que é que ele quer?”

Porque ao não obter uma resposta convincente me levo pouco a pouco a colocar-me em causa – e às minhas decisões:

  • “Será que estou a fazer a coisa certa?”

Relembro com carinho um passado distante em que esta pergunta me levava a entrar em reacções compulsivas – e me punha completamente fora de mim.

No processo de criação há momentos em que tudo o que poderíamos ter feitojá foi feito!

Em que a coisa certa a fazer é entregar – e confiar nesse mesmo processo.

  • O teu coração continua a bater.
  • O teu corpo continua a respirar.
  • O planeta continua a girar em redor ao sol…

E nada disso depende directamente de ti.

Estes são os momentos em que afirmas a tua intenção a partir de um paradigma de receptividade – em vez de um de acção.

Porque o vazio já está cheio – e a partir daqui é ela quem assume o comando.

Até já***
João Diogo

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