Por volta e mais voltas que dê, acabo sempre por esbarrar na mesma pergunta (e respectivo convite):

  • “Será que posso confiar nas respostas que vêm de dentro?”

Que me leva inevitavelmente ao derradeiro desafio: enveredar pelo que verdadeiramente quero aceitando a responsabilidade pelas consequências.

Quando (finalmente) toco no ponto abre-se um espaço interior de profundo silêncio, auto-conexão e certeza.

Este é o espaço onde tudo é possível, pleno de recursos… e de vulnerabilidade:

  • “E se estiver errado/a?”

A partir deste centro de consciência há dois (2) processos a serem vividos (um mais fácil do que o outro):

  1. O primeiro é o processo da desagregação das estruturas internas que construí até ao momento. De trazer à luz o que está escondido no inconsciente, de compreender e deixar ir o passado.
  2. O segundo é o caminho da re-agregação da energia libertada durante o primeiro, agora numa harmónica superior.

Pela minha experiência – tanto pessoal como com os alunos do shoo – a dissolução é mais fácil de abraçar do que a construção do novo.

Porque por quão assustador possa parecer, o “BASTA!” a repetir o passado mantém-nos comprometidos ao processo:

  • Faz-nos assumir a responsabilidade pelas circunstâncias actuais.

A re-agregação da energia num patamar superior requer um outro aspecto da responsabilidade (respons-habilidade) pessoal:

  • Continuar a confiar nas respostas que vêm de dentro ao mesmo tempo que amplificamos a nossa habilidade de responder (em vez de reagir) ao imprevisível.

Esta é a integração da liberdade de ser com a disciplina da prática.

Se já tens caminho feito, há um antes e um depois na tua vida e te perguntas porque continuas a adiar o próximo passo… então a probabilidade de que estejas a tentar montar dois cavalos é elevada.

O caminho em frente não tem rede de segurança: não porque não haja… mas porque já não precisas dela.

  • “E se estiver errado/a?”

Até já***
João Diogo

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