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Mudança de Comportamentos: Micro Ajustes para Regressarmos ao Comando

Já me tinha prometido várias vezes que ia parar de fazer isto – e da última vez achei que era mesmo a última.

Mas aqui estou eu outra vez, de volta à estaca zero.

  • “Porque é que continuo a cair nisto?”
  • “Como é que consigo manter a minha decisão para sempre?!?!”

Olá!

Neste artigo vou mostrar-te como é que podemos começar a lidar com os nossos estados “depressivos” no dia-a-dia – de modo a evitarmos estagnar a meio do caminho quando queremos chegar a algum lugar.

A verdade é que é impossível sermos “positivos” a toda a hora e os nossos estados internos oscilam entre picos e anti-picos – à semelhança de uma onda.

E a chave para chegarmos cada vez mais alto está em sabermos mergulhar cada vez mais fundo

E abraçarmos o que no shoo identificamos como as nossas “micro-depressões” – como tristeza, desilusão, desânimo, falta de confiança, etc.

Aumentando conscientemente a amplitude do anti-pico, em oposição a querer que ele passe o mais depressa possível.

Quando começamos a saber acolher estes estados depressivos passamos a ser capazes de comandar a nossa energia e o nosso foco com muito mais eficácia. O resultado é que acabamos por produzir bastante mais ao longo do dia porque reduzimos a frequência com que nos permitimos estar “ausentes”.

Deixamos pouco a pouco de dar a nossa atenção, energia e acção àqueles comportamentos de esquiva que servem para evitar sentir certas emoções – como fumar, beber café, ir para a internet, ir às compras, gastar dinheiro, etc.

Quando deixamos de precisar de muletas para lidar com os certos sentimentos ou emoções a energia vai naturalmente voltar para nós e o foco, a atenção e a nossa intenção estarão alinhados na direcção daquilo que queremos concretizar.

Como é que isto se faz?

Antes de avançarmos por favor tem atenção a que quando eu falo em estados depressivos não estou a falar da condição médica identificada como depressão. Estou a falar de estados que naturalmente sentimos ao longo do dia-a-dia e fazem parte de um ciclo energético.

As nossas emoções estão sempre a variar, são uma onda que viaja entre polaridades – entre uma polaridade positiva e uma polaridade negativa.

Neste texto o termo estados depressivos refere-se à polaridade negativa dessa onda.

É comum sentirmos certas emoções “negativas” dentro de nós e reagirmos lutando connosco mesmos, fugindo dessas sensações ou fazendo o possível para as evitarmos. É quando não queremos sentir essa emoção que entramos em espaços de depressão – em espaços de apatia, desconexão de nós mesmos e absentismo presencial.

E não é que paremos – é impossível pararmos. Simplesmente alocamos inconscientemente a nossa acção a tarefas e comportamentos que não são aquilo que nos vai levar na direcção que queremos.

A primeira pergunta que tens que te fazer quando dás por ti a cair num comportamento de esquiva é: “O que é que eu posso estar a sentir por debaixo deste comportamento que não quero sentir? O que é que não gosto de sentir?”

Pode ser raiva, pode ser tristeza, pode ser melancolia, pode ser angústia.

  • Se houvesse um, qual seria o sentimento ou estado emocional que não queres de todo sentir – e pode estar na origem de acções e comportamentos que sabes não serem aqueles que te vão levar na direcção do que queres?

E depois de teres identificado essa emoção… MANTÉM O COMPORTAMENTO DE ESQUIVA!

Ou seja, se costumas ir fumar um cigarro e beber um café quando sentes tensão e stress dentro de ti, simplesmente identifica:

  • “Eu estou a sentir tensão, eu estou a sentir stress e vou beber este café e vou fumar este cigarro”.

Traz a escolha consciente para a tua acção, em vez de seres apenas uma vítima de um vício.

O que vai acontecer com a prática é que quando deres por ti neste comportamento de esquiva e tiveres desenvolvido consciência do que está por baixo reduzirás a influência e poder que ele tem sobre ti: a importância e extrema necessidade que lhe outorgas perderá força.

E com o tempo chegará o dia em que quando fores empreender essa acção que não está alinhada na direcção daquilo que queres, dirás:

  • “Não, eu vou manter-me aqui”.

Sem esforço, sem teres que exercer qualquer força de vontade, sem sentires que tens que mover montanhas de vontade para não agires no teu comportamento de esquiva habitual. A sua energia retornará simplesmente para ti – e tu terás de novo o comando.

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Imagina por exemplo uma pessoa que quer parar de fumar e compreende que a emoção por debaixo desse comportamento é a ansiedade.

Ao permitir-se fumar o cigarro e sentir a ansiedade chegará um dia em que será livre para escolher:

  • “Vou sentir a ansiedade e depois vou continuar na direcção daquilo que eu quero.”

Porque o acto de explorar a ansiedade e a dinâmica interna que a sustenta se tornou mais recompensador que o hábito inconsciente de fumar o cigarro.

E não só ele deixou de a comandar com abandonou o seu dia-a-dia sem esforço.

A ansiedade regressará? Claro que sim! Mas terá desenvolvido uma nova maneira de lidar com ela.

Este é o truque para conseguires comandar os estados depressivos ao longo do dia, acolhendo os comportamentos que tens hoje para fugir desses estados.

A maior parte de nós quer resolver tudo já – quer deixar de fumar ontem, quer deixar de gastar dinheiro ontem, quer deixar de perder tempo no Facebook ontem, quer deixar o telefone e as mensagens ontem, quer emagrecer e fazer exercício físico ontem.

O convite é que ganhes consciência de porque é que vais para lá – qual é a dinâmica interna que te mantém refém desse comportamento. (Caso queiras explorar mais a fundo os elementos que compõem esta dinâmica consulta este artigo.)

  • “O que será que eu estou a sentir que não quero sentir?”

Esta pergunta colocada ao longo de alguns meses – ou de alguns anos talvez – permitir-te-á recuperar o comando desse comportamento.

Todo o potencial humano que está a ser desperdiçado nesse comportamento de esquiva regressará a ti – e tê-lo-ás ao teu dispor para ires na direcção daquilo que queres concretizar, aumentando o teu poder pessoal.

Era isto que te queria mostrar hoje – a pergunta que tens que te colocar para passares a comandar os teus estados depressivos e os teus comportamentos de esquiva ao longo do dia-a-dia.

  • “O que é que eu estou a sentir? O que é que eu posso estar a sentir por baixo disto que não quero de todo sentir?”

Até que nos encontremos outra vez, atreve-te! Atreve-te a seres autêntico(a), atreve-te a sonhar alto e atreve-te sobretudo a fazer acontecer hoje!

Até já!***
João Diogo

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2018-10-03T11:05:59+00:00