A partir de um determinado momento do processo de auto-descoberta a minha busca passou a ser por estruturas sobre as quais descarregar a minha inventividade.

Modelos, fórmulas e receitas que me permitam criar e avançar a partir de uma simples ideia ou intuição.

Ou lidar com uma emoção mais densa. Ou planear o próximo nível da minha experiência. Ou conectar com outra pessoa.

À semelhança de qualquer actividade a que me proponha empreender, há dias em que acredito que não sei o que hei de escrever.

Fico a olhar para a folha em branco e não sai nada.

  • “Espero pela inspiração e deixo para amanhã?”

Outros há em que apesar de ter escrito, não estou satisfeito com a obra.

  • “Espero pela inspiração e deixo para amanhã?”

O que me surpreende com os processos de criatividade é que muito do que é preciso para que se revele a solução é de um modelo e acção.

A primeira acção que leva à próxima e por aí adiante, nutrindo o ritmo e fluxo criativo necessários para irmos conectando os pontos.

É raro ter a imagem completa do quadro final.

O que sim tenho é o modelo – e um esboço de um pedaço aqui, outro pedaço ali.

  • Quero escrever. Qual é a estrutura?
  • Quero fazer um workshop. Qual é a receita?
  • Quero criar um negócio. Qual é o framework?

E ao começar, pouco a pouco o resto se vai revelando.

A partir de um certo momento o fluxo toma conta do processo – e aí o trabalho é não parar.

Por vezes o acertado é dar o passo, mesmo que seja na direcção errada.

Se estás à espera das condições ideais para começar um novo projecto ou ideia, começa com o que tens.

Quando se esgotarem as possibilidades que trazes armazenadas na mente surgirão as soluções originais de que estás à procura. E receitas. Muitas receitas.

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