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Da Procrastinação à Acção Certa em 4 Passos

Toca o despertador… e após uns breves instantes para reconhecer onde estou e ter tempo para me espreguiçar começo a passar mentalmente a lista de afazeres do dia.

E deslizo inconscientemente para aquele espaço de culpa em que “o que tenho que fazer” entra em choque com “a muito pouca vontade de o fazer”…

  • “Como garanto que chego ao fim do dia livre desta sensação pegajosa de auto-julgamento?”

Olá!

Neste artigo vou mostrar quatro passos para dissolvermos a luta interna entre o “faço depois” e o “mas tenho que fazer” e entrarmos em acção – e fazermos aquilo que sabemos que é para ser feito quando é para ser feito.

Acontece frequentemente com muitos de nós – quando resolvemos empreender e ir em frente com os nossos sonhos – sermos confrontados com a dualidade entre termos a certeza absoluta do que é para ser feito mas não conseguirmos entrar em acção.

Ficarmos reféns de um espaço de procrastinação, de um “não me apetece” em que a mente cria um diálogo interno que acaba por consumir os nossos recursos energéticos, emocionais, mentais e físicos.

Por um lado há uma voz que diz

  • “Faço amanhã…” ou
  • “Começo depois…”

E do outro lado há outra que diz

  • “Tenho que fazer!” ou
  • “Já devia ter feito!”

E caímos nesta luta em que se por um lado nos “damos com o chicote” pelo outro adiamos o começo da acção.

E é por aqui que se esvai a nossa energia criativa e é consumido o nosso potencial criador.

Em vez de fazermos o que é para ser feito, de agirmos – que na verdade é o único sítio na acção física em que podemos realmente transformar a nossa realidade…

Perdemos tempo a tentar resolver este diálogo e encontrar “a solução certa”.

A boa notícia é que quando somos capazes de abraçar este diálogo aparentemente dual e descobrir a sua causa entramos em ritmo criativo sem qualquer esforço.

E revelam-se estados de orgulho, amor-próprio e auto-satisfação que não são possíveis quando nos perdemos no diálogo do “faço amanhã”.

Independentemente do que escolhamos criar na nossa vida a longo prazo, a sua concretização será sempre a soma de pequenas decisões e acções…

O que no shoo identificamos como sendo a “Soma Cumulativa de Ganhos Marginais”. Em contraste com a “Soma Cumulativa de Perdas Marginais”.

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Qual é a diferença?

Se ficarmos presos ao diálogo do “faço amanhã” e não formos desenvolvermos a capacidade de lhe dar a volta, o que vai acontecer é que ao longo do tempo iremos perdendo auto-confiança – e auto-convencendo de que somos alguém que não é capaz.

E chegará o momento em que nos resignaremos à vida que nos foi oferecida e a viver pela sobrevivência em vez de irmos mais além, em vez de descarregarmos todo o nosso potencial na vida do dia-a-dia.

Por outro lado, quando começares a fazer acontecer com consistência, começarás por limpar tudo aquilo que está por acabar: as pontas soltas que existirem na tua vida irão finalmente merecer a tua atenção.

E vai chegará uma altura em que – ao manteres este ritmo criativo ao longo de um espaço de tempo prolongado (de meses ou de anos) – o que está para trás ficará resolvido.

E começarás a entrar em zonas de pura criatividade, em que os resultados começarão a surgir e em que a tua vida começará a tomar uma dimensão que até esse momento não era possível…

Enquanto estamos na luta do “tenho que fazer” Vs “faço amanhã” a vida é uma rotina aborrecida.

Mas quando isso começar a desaparecer – à medida que fores andando – vais mesmo entrar nesta nova fronteira de potencial, de possibilidades, de oportunidades, de pessoas, de conhecimentos, de afluência financeira.

Em que toda a tua realidade se torna mais fluída e tem o potencial para se transformar.

De Onde Nasce Este Diálogo?

Há apenas duas razões pelas quais entramos no diálogo do “faço amanhã”  Vs “tem que ser”

Que não têm nada a ver com motivação interna nem com a nossa capacidade para fazer acontecer:

  • A primeira razão é termos ciclos em aberto – tarefas, projectos, relações, ideias que dissemos que íamos empreender e que começámos e não acabámos.
  • A segunda via pela qual a nossa mente se perde neste diálogo é termos conflitos por resolver com alguém.

Estas são as duas únicas razões pelas quais nós perdemos energia:

  • Ciclos por fechar – tarefas, projectos, ideias em que ficámos a meio do caminho;
  • E conflitos com outras pessoas, que quando estiverem resolvidos libertarão toda a tua energia potencial para irmos em frente.

Então como é que se resolve isto? Como é que se dá a volta ao “tenho que fazer” Vs “faço amanhã”?

O primeiro passo a dar é criares, revelares ou esclareceres o teu Porquê – aquela razão suficientemente forte que está em consonância contigo, com os teus valores, com quem tu és, que te diz “eu quero fazer isto, eu vou em frente com isto independentemente do que acontecer”.

  1. Esse Porquê? é original, é muito teu.
  2. E esse Porquê? tem várias camadas.

Normalmente decidimos fazer isto ou aquilo porque queremos ter uma casa melhor, queremos um carro novo, ou queremos que os nossos filhos tenham uma escola melhor. Mas a esses Porquês? ainda lhes falta a garra, o sentimento que representa algo que está em total consonância com os nossos valores

Na verdade falta-lhes “o Porquê do Porquê” que nos liberta da tendência para viver em modo automático, inconsciente e desligado e activa o nosso potencial total – e nos permite transitar para um estado de fluxo e modo de criação.

(Caso queiras aprofundar a experiência destes dois estados acede a este artigo.)

Então… o ponto de partida é fazeres esta busca, perguntando-te:

  • “Porque é que eu quero isto?”
  • “Porque é que quero empreender este projecto, esta tarefa ou esta acção?”

E ir descascando as camadas até chegares ao “Porquê dos Porquês?” – ao sentimento.

E assim que tiveres esse Porquê? bem claro… terás que ter uma visão de longo prazo.

O segundo passo é escolheres o que é que queres viver na tua vida a longo prazo: o que é que queres construir no longo prazo?

Porquê?

As circunstâncias em que vivemos na actualidade são o resultado das decisões que tomámos no passado. E a verdade é que é impossível alterarmos a nossa realidade física num estalar de dedos… demora tempo.

Tomar novas decisões durante um período de tempo consistente é o que nos vai permitir criar um novo futuro e uma nova realidade dentro de um, dois, dez ou vinte anos.

Para além de teres um Porquê? suficientemente forte, tens que criar uma visão de longo prazo.

Sem essa visão a tua vida passará apenas por garantir a sobrevivência no dia-a-dia e a luta interior “não me apetece…  faço amanhã” Vs “tenho que fazer” continuará a dominar o teu estado psico-emocional.

Tens que ter o Porquê e tens que ter a Visão.

O terceiro passo passa por saberes desconstruir com frequência o que se passa no teu teatro mental.

Quando entramos em procrastinação e o “não me apetece” começa a ganhar terreno “enfiamos” demasiadas coisas num único ‘”frame” mental…

Temos uma lista de afazeres demasiado grande que tentamos encaixar no mesmo espaço mental.

O terceiro passo passa por desconstruíres conscientemente esse espaço mental e compreender que a acção é uma acção no tempo.

Existe uma linha do tempo em que primeiro tens uma acção, depois tens outra e depois outra.

O melhor que podes fazer é colocares prazos temporais em cada uma dessas acções de modo a desmontares essa imagem mental que está a catalisar o teu estado emocional de ansiedade e auto-julgamento.

Este é o terceiro passo: pega na amálgama que tens à tua frente, composta pela imensa quantidade de coisas que (ainda) tens que fazer, e distribui-a no tempo – ao longo dos dias, das semanas, dos meses e dos anos.

O quarto e último passo é comprometeres-te apenas e só com o primeiro passo.

Agora que tens o Porquê?, a Visão e a Linha do Tempo do que é para criar – compromete-te apenas com o “frame” que está à tua frente: com essa primeira acção ou tarefa – e apenas com ela.

Elimina todas as outras da tua mente – porque elas só estarão à tua frente quando fores capaz de tirares esta da frente.

  1. Quando tirares a primeira…
  2. Virá então a segunda…
  3. E só depois a terceira…
  4. Que dará lugar à quarta…
  5. E por aí fora.

Mas compromete-te apenas e só com a primeira.

Estes são os quatro passos para tu dissolveres a luta interna entre “não me apetece fazer hoje” Vs “tenho que fazer” e deixares de te bateres com o chicote a ti próprio(a).

  1. Em primeiro lugar descobre o teu Porquê;
  2. Em segundo cria uma Visão de longo prazo;
  3. Depois desconstrói a imagem mental e cria uma Linha do Tempo;
  4. E finalmente compromete-te apenas com a Primeira Acção, apenas com o primeiro passo.

Experimenta usar isto na tua vida!

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Uma Aplicação Prática:

Experimenta agora recordar a última vez que estiveste neste espaço de confusão, perceber qual era a dinâmica que estava em acção e quais eram os elementos destes quatro pontos que estavam a faltar – e que poderiam ter resolvido essa confusão mental.

No nosso processo educativo fomos ensinados a querer tudo ao mesmo tempo, fomos ensinados a querer tudo já.

Mas para criares o futuro que queres terás que empreender a acção ao longo do tempo.

Então há aqui uma necessidade de relaxar esta tendência de querer tudo já, de querer que as coisas aconteçam já, de que seja tudo perfeito e compreender que há um espaço de tempo a ser percorrido.

Se ainda não tens este Porquê? e (ainda) vives apenas para a sobrevivência, pergunta-te:

  • “Porque é que eu não estou disposto(a) a viver mais isto?”
  • “Qual é o meu real Porquê?”
  • “Qual é a real visão que eu tenho para a minha vida?”

Este é o convite!

O convite para ti é que feches os ciclos que tens em aberto e todas essas ideias que tiveste mas que nunca acabaste, que decidas se é uma ideia que vale a pena construir ainda ou se vais arrumá-la no armário.

E em segundo lugar, que percebas quem são as pessoas com as quais tens conflitos e que surgem na tua psique quando surge o medo ou a insegurança: quais são esses conflitos que crias na tua mente?

E pegares no telefone, pedires desculpa, compreenderes qual é o seu ponto de vista, compreenderes qual é a verdade e que esse “bicho papão” não é real.

Porque quando os tirares da tua vida e tiveres o teu Porquê? alinhado com uma Visão definida numa Timeline Temporal e o Compromisso com a Primeira Acção tu terás energia e regressarás uma vez mais ao comando do “não me apetece” e da tua mente.

Era isto que te queria mostrar hoje – estes quatro passos para resolveres o “faço amanhã” Vs “tenho que fazer hoje” e “não me apetece”.

  1. Descobre qual é o teu Porquê suficientemente forte;
  2. Cria uma Visão de longo prazo, aquilo que realmente queres fazer e que queres construir na tua vida, aquilo que queres deixar para os teus filhos, aquilo que te mexe nos botões todos, aquilo que te faz vibrar;
  3. Cria uma Linha do Tempo e distribui todo esse barulho que tens na cabeça ao longo do tempo, faz um “zoom-out“;
  4. E finalmente compromete-te apenas com a Primeira Acção, apenas e só com a primeira tarefa.

Até que nos encontremos outra vez, atreve-te! Atreve-te a sonhar alto, atreve-te a seres autêntico(a) e atreve-te sobretudo a fazer acontecer hoje!

Até já! ***
João Diogo

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2018-09-19T12:21:36+00:00