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[Caso Real] Como Desenvolver Autoconfiança a partir do Desânimo?

No nosso caminho de crescimento pessoal chega inevitavelmente o momento em que já não aguentamos mais viver uma vida dividida:

  1. Por um lado a pessoa que reconhecemos no ambiente protegido dos workshops e formações…
  2. Do outro a pessoa que tem compromissos e responsabilidades e se vê presa num dia-a-dia que não a satisfaz.

Como é que protegemos a nossa essência – e garantimos que o que fica para trás não é a conexão connosco mesmos?

Olá.

O meu nome é João Diogo, sou co-criador do shoo e neste artigo vou mostrar-te como podes renovar o entusiasmo e o compromisso com o teu caminho (mesmo depois de muitas expectativas frustradas).

E transformares o auto-julgamento em alívio e auto-compaixão – aquele estado de silêncio e redenção interiores em que emoção e pensamento se alinham e tudo o que fica é clareza: “eu sei o que quero e vou dar mais um passo”.

Se és o tipo de pessoa que já investiu alguns milhares de euros no seu desenvolvimento pessoal, então esta técnica simples é o que pode estar em falta para finalmente parares de adiar as tuas decisões.

O dilema interior da introdução é comum:

  1. Arriscámos e investimos (muito) em desenvolvimento pessoal.
  2. Fizemos mudanças na nossa vida.
  3. Vivemos um vislumbre do que é possível.
  4. Mas acabámos por estagnar…
  5. E o mal estar em relação a nós mesmos tornou-se indisfarçável: “sou uma fraude!”

O exemplo que vamos explorar hoje é de uma aluna do shoo – a Ana (nome fictício) – que atingiu o que no shoo chamamos de SNA+P! – o Segundo em que Não Aguentei + Pressão!

Em que finalmente assumiu o seu desânimo consigo e com o desenvolvimento pessoal… e o transformou num novo momento decisivo de crescimento:

  • “Sinto-me poderosa. Sei que sou capaz.”

Seguido daquele tipo de silêncio prolongado típico de quem tinha acabado de perceber algo “profundo” sobre si.

Estávamos na sala do workshop e apenas 5 minutos antes a Ana tinha desabafado o seu desânimo com o desenvolvimento pessoal.

Aquela pergunta interna que acaba por surgir depois de alguns anos de procura:

  • “Porque é que hei de fazer isto se sei que depois na vida real não acontece nada…”
  • “Vai estar tudo igual!”

Porque é que Adiamos o Que Sabemos Que Somos?

O objectivo da sessão era definirmos o que queríamos para o nosso futuro, agora que tínhamos libertado a nossa energia criativa.

Mas assim que fizemos a pergunta a Ana revelou a frustração em relação a si mesma que a acompanhava há alguns meses:

  • “Não me leves a mal… não tem a ver nem contigo nem com o teu trabalho.”
  • “Mas já fiz tantas coisas, já participei em tantos workshops e li tantos livros…”
  • “E sei que não vou fazer nada!”
  • “Amanhã regresso à minha vida de sempre e não vou mudar nada.
  • “Estou presa neste ciclo.”

Para quem faz desenvolvimento pessoal, é comum sentir esta sensação de impotência em relação a si mesmo.

Como se vivêssemos divididos entre duas realidades, numa luta contínua e sem fim à vista:

  • Dum lado o amor próprio e o nosso potencial – o “quão mais” sabemos que somos.
  • No outro um desânimo quase-contínuo que nos puxa para baixo: “nunca vou ser capaz”.

O que acontece é que estamos tão dependentes da força de vontade para lidar com o desânimo dentro de nós que passados anos no ritmo…

  1. “Não me apetece…”
  2. Força de Vontade
  3. “Faço à mesma…”
  4. (mais uma) Desilusão
  5. “Está a demorar mais tempo do que parecia…”
  6. Repetir amanhã

acabamos por ceder à voz que não acredita – e inevitavelmente o desânimo acaba por se instalar.

Como é que Regressamos de Novo ao Comando?

A solução para voltarmos a activar o SIM! interior passa por substituirmos o “dogma” e o conhecimento emprestado por consciência dos nossos diálogos internos, entrando de novo em contacto connosco mesmos.

E isso faz-se acendendo a luz e revertendo o Sequestro da Amígdalacomo está explicado neste artigo.

A softskill essencial que utilizamos no shoo para nos comprometermos consistentemente connosco mesmos ao mesmo tempo que abraçamos todo o espectro da nossa realidade interna – “boa” ou “má” – é o #FLUXO (ver artigo).

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#FLUXO: Como a Ana Transformou Desânimo em Confiança em Menos de 10 Minutos

A estratégia mais “comum” para lidarmos com o Sequestro da Amígdala é a argumentação mental

A “força de vontade” que faz com que a sensação interna de divisão que sustenta o sequestro se amplifique…

E entremos inconscientemente numa espiral descendente e auto-sustentada de dúvida, frustração, indecisão, auto-julgamento… e ainda mais separação!

A chave para transformarmos a sensação de impotência em relação aos nossos estados é desenvolvermos consciência da nossa dinâmica interna, respondendo pela ordem certa a 5 perguntas.

A primeira pergunta que coloquei à Ana foi

  • “Como te sentes?”

Ao que me respodeu

  • “Mal.”
  • “Sinto que não vale a pena continuar a vir a workshops porque depois não sou capaz de implementar nada na vida real…”

Embora seja uma resposta sincera que qualquer um de nós poderia dar, a verdade é que não só peca por ser incompleta

Como nos isola do verdadeiro sentimento:

  • Não só “Sinto-me mal…” e “Sinto-me bem…” não são sentimentos…
  • Como uma expressão começada por “sinto que…” aponta para uma crença – um pensamento – em vez de descrever um sentimento.

O primeiro passo para aliviarmos a pressão interna é entrarmos em contacto com os nossos sentimentos e emoções, permitindo-nos reduzir a agitação mental e identificar o que se passa no nosso corpo.

Em que zona do corpo é que sentimos a sobrecarga? Que sentimento pode estar por debaixo?

Pedi-lhe para ser mais específica:

  • “O que é que sentes quando acreditas que não és capaz – e imaginas que uma vez mais vais regressar ao dia-a-dia e não mudar nada?”
  • “Consegues identificar algum sentimento que se queira manifestar e fica soterrado neste teu estado?”
  • “Sinto-me desanimada e impotente…””

Respondeu.

  • “Sentes-te desanimada e impotente porque acreditas que não és capaz.”
  • “É isto?”
  • “Sim…”
  • “E imaginas que ao fim do dia vais regressar a casa e vai ser tudo igual a antes?”
  • “Sim.”
  • “Imagino que não vai mudar nada.”
  • “Que vou continuar a ir para um emprego que não gosto e a sentir esta sensação de fraude por tempo indeterminado.”
  • “E que já nem nos retiros vou ser capaz de encontrar paz.”
  • “E que não vou ser capaz de encontrar a resposta para isto.”
  • “Nem conseguir resolver-me.”
  • “Ando presa a este dilema há anos e não consigo sair dele…”

Silêncio…

  • “Como é que reages?”
  • “Lutas contigo?”
  • “Foges da decisão de parar e do desconhecido que daí advém?”
  • “Ou negas como te sentes”
  • “Nego a todo o custo este desconforto.”
  • “No dia-a-dia finjo que não existe…”
  • “E justifico o deixa-estar com o bem estar dos meus filhos e a necessidade de ter um ordenado seguro para manter tudo a andar.”

Pausa prolongada…

  • “O que é que acabaste de perceber?”
  • “Que é tudo mentira. Sou capaz.”

Silêncio de novo.

  • “Como é que te sentes?”
  • “Poderosa

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Transição de Estado: o Fenómeno pelo Qual Regressamos ao Comando

O texto que acabaste de ler é um exemplo de aplicação de um #FLUXO. Caso queiras obter informação mais detalhada sobre a aplicação desta técnica, lê este artigo.

Antes de acabarmos é importante esclarecermos este ponto: a “mudança” que a Ana experimentou não é de maneira alguma definitiva.

É uma transição de estado temporária, o que quer dizer que o desânimo e a divisão interna regressarão.

O que nos impede de tomarmos as decisões “difíceis” que sabemos que queremos tomar e entrarmos em acção…

  • Termos as conversas importantes e esclarecermos expectativas;
  • Dizermos Sim quando é Sim e Não quando é Não;
  • Ou deixarmos de adiar e fazermos o que está certo

são estes estados interiores “negativos” que nos prendem a um modo reactivo e automático de agir, e nos desligam de nós mesmos.

O que o #FLUXO nos permite é – assim que percebemos que já fomos apanhados pelo nosso drama de sempre…

  1. Parar.
  2. Vir para Dentro.
  3. Desatar o Nó.
  4. E Regressar para Fora a partir de um Estado Empoderado…
  5. Sem Necessidade de Irmos contra Nós ou Termos que Recorrer à Força de Vontade.

Tudo num intervalo de tempo curto e limitado em que aprofundamos a consciência e mestria sobre os nossos estados.

O #FLUXO é um diálogo interno que funciona como um telefonema entre o consciente e o subconsciente, e nos permite entrar em estados de fluxo usando como ponto de partida os nós internos.

Tenho que Ter Mais Vontade?

A nossa cultura defende o conceito de “querer é poder”.

O que a esmagadora maioria das pessoas que praticam desenvolvimento pessoal estão a descobrir é que por muito que se queira ignorar a dúvida, ou mascará-la de dourado… a longo prazo ela acaba sempre por ganhar!

A força de vontade é um reservatório de energia limitado que não só tem a tendência a diminuir com o avançar dos anos como amplifica a sensação interna de divisão, entre…

  • “A parte de mim que é digna e apropriada…”
  • “E a parte de mim que tenho que remediar.”

Existe uma alternativa: o que no shoo identificamos como sendo o impulso criador, aquele reservatório ilimitado de energia que nos impele a ir em frente e a viver em totalidade.

Que representa o alinhamento mente-coração-acção e activa a totalidade dos nossos recursos internos.

No shoo vivemos de propósito um dia de cada vez:

  1. Identifico o Nó
  2. Transito de Estado
  3. Crio através da Acção
  4. Deixo Ir

E amanhã começa tudo outra vez.

Se o que leste te fez sentido então experimenta aplicares o #FLUXO durante 7 dias, pela manhã, antes de começares a trabalhar.

Vais ver diferença nos teus níveis de motivação, silêncio e clareza.

Obrigado por teres lido este artigo. Desejo que te seja útil na tua busca.

Até já***
João Diogo

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2018-11-05T12:35:50+00:00