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Automotivação em 11 minutos: um Exemplo Prático

Assim que atendi o telefone percebi que algo se passava, porque a voz do lado de lá estava trêmula. E o que parecia mais um telefonema rapidamente se transformou num desabar:

  • “Preciso de ajuda.”
  • “Não aguento mais lidar com os problemas dos outros e estar constantemente a apagar fogos.”
  • “Hoje perdi o controlo no trânsito e comecei a berrar só porque uma senhora se meteu à minha frente.”
  • “Isto não sou eu… sinto que se não fizer nada vou ter um problema grave muito em breve…”

Olá.

O meu nome é João Diogo, sou co-criador do shoo e neste artigo vou mostrar-te como podes assumir o comando da sensação de sobrecarga interna (sem nada ter que quebrar).

E transformá-la em presença, silêncio e certeza – aquele estado de disponibilidade total para a vida em que os pensamentos param e tudo o que fica é o sim: sim ao que quero.

Se és o tipo de pessoa que se chega à frente e assume a responsabilidade pelos seus resultados então é provável que num determinado nível te possas reconhecer no diálogo do telefonema:

  1. Tens a agenda cheia.
  2. Passas o dia a apagar fogos, dum lado para o outro.
  3. As noites começam a ser mal dormidas.
  4. Começas a estar à flor da pele…
  5. E o tempo para ti – aquele que sabes que precisas – parece uma miragem num horizonte longínquo: ainda falta tanto que percorrer…

O exemplo de que te vou falar hoje é de um cliente – o Rui (nome fictício) – que atingiu o que no shoo chamamos de SNA+P! – o Segundo em que Não Aguentei + Pressão!

Em que finalmente percebeu que a única saída era parar… mas estava à mercê da mente compulsiva.

  • “Sinto-me aliviado.”
  • “Parece que saiu uma tonelada de preocupação de cima de mim…”
  • “Agora sinto uma força e clareza que não sentia há muito tempo.”
  • “Obrigado.”

O olhar limpo e assertivo fixou-se no horizonte, no vale de árvores que rodeia a minha casa.

  • “De onde é que isto veio?”
  • “Não me sentia capaz de parar o pensamento…”

Porque é que Deixamos de Ser Capazes de Parar?

O objectivo da nossa conversa era explorar a preocupação obsessiva e quase permanente com o futuro com que o Rui vivia o seu dia-a-dia de empresário.

E tentar isolá-la das circunstâncias exteriores, de modo a poder reduzir os seus níveis de stress e ansiedade.

15 minutos antes o Rui tinha dado voz ao seu desânimo:

  • “Adoro o que faço mas tornei-me num escravo do meu próprio negócio.”
  • “Não me entendas mal. Gosto da adrenalina. Adoro a sensação de arriscar e ir atrás – e não tenho perfil para trabalhar por conta de outrem.”
  • “Mas preciso de parar – e não consigo. Não sei como…”
  • “Durmo mal, tenho cada vez menos paciência para os outros e sei que por muito sucesso que possa vir a ter isto não vai passar.”
  • “Não me reconheço numa data de atitudes que tenho tido.”
  • “Não quero continuar a viver assim. Não posso: algo vai quebrar…”

Esta sensação de impotência perante um estado de cansaço crónico e não conseguir desligar é frequente na vida dos empresários e empreendedores.

Como se vivessem entalados entre duas realidades, puxados e esticados até ao seu limite:

  • Dum lado está a sua paixão, visão de futuro e compromisso.
  • No outro os prazos apertados, os objectivos a cumprir e as pessoas que dependem de si.

E o seu drive para empreender que antes era total transformou-se lentamente num desespero silencioso: “será que vou conseguir?”

O que acontece é que o nosso sistema nervoso central fica tão dependente da produção de adrenalina para entrar em acção depois de anos a funcionar no limite…

Que deixa de saber desligar:

  1. Sabemos que queremos parar.
  2. Sabemos que temos que parar.
  3. Mas não conhecemos outra realidade que não seja ir em frente.

Como é que Regressamos de Novo ao Ponto Neutro?

A solução para voltarmos ao comando passa por desenvolvermos consciência dos nossos diálogos internos, encontrando de novo o espaço interior necessário para nos desidentificarmos do medo de falhar.

E isso faz-se revertendo o Sequestro da Amígdalacomo está explicado neste artigo.

A softskill essencial que utilizamos no shoo para activarmos consistentemente o melhor de nós sem ficarmos à mercê de um esgotamento é o #FLUXO (ver artigo).

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#FLUXO: Como o Rui transmutou a Preocupação Compulsiva em Motivação em menos de 10 Minutos.

A estratégia mais “comum” para lidarmos com o Sequestro da Amígdala é a argumentação mental

Que faz com que a sensação de sobrecarga que sustenta o sequestro se amplifique…

E entremos inconscientemente numa espiral descendente e auto-sustentada de dúvida, múltiplas possibilidades, indecisão, confusão… e ainda mais pressão!

A chave para transformarmos a sensação de impotência em relação aos nossos estados é desenvolvermos consciência da nossa dinâmica interna, respondendo pela ordem certa a 5 perguntas.

A primeira pergunta que coloquei ao Rui foi

  • “Como te sentes?”

Ao que me respodeu

  • “Mal.”
  • “Sinto que não quero continuar a viver assim mas não tenho alternativa, porque vou falhar com uma data de pessoas.”
  • “Sinto que me ponho sempre em último lugar e não tenho tempo para mim.”

Embora seja uma resposta sincera que qualquer um de nós poderia dar, a verdade é que não só é demasiado vaga

Como o estava a isolar do verdadeiro sentimento:

  • Não só “Sinto-me mal…” e “Sinto-me bem…” não são sentimentos…
  • Como uma expressão começada por “sinto que…” aponta para uma crença – um pensamento – em vez de descrever um sentimento.

O primeiro passo para aliviarmos a pressão interna é entrarmos em contacto com os nossos sentimentos e emoções, permitindo-nos reduzir a agitação mental e identificar o que se passa no nosso corpo.

Em que zona do corpo é que sentimos a sobrecarga? Que sentimento pode estar por debaixo?

Pedi-lhe para ser mais específico:

  • “O que é que sentes quando acreditas que não podes parar – e imaginas que vais falhar com uma data de pessoas?”
  • “Se houvesse um – qual seria o sentimento que poderia estar a querer manifestar-se, soterrado por debaixo deste estado?”
  • “Sinto angústia. Preocupação. Desânimo. Culpa…”
  • “Sinto-me preocupado, angustiado e culpado…”

Respondeu.

  • “Sentes-te preocupado, angustiado e culpado porque acreditas que vais falhar.”
  • “É isto?”
  • “Porque estou cansado e acredito que não vou ser capaz de acabar tudo o que tenho que fazer. É humanamente impossível. Não quero mais.”
  • “Sentes-te preocupado, angustiado e culpado porque acreditas que não vais ser capaz de acabar tudo o que tens que fazer.”
  • “É isto?”
  • “É mesmo isso.”
  • “Como te sentes agora?”

Perguntei…

  • “Mais esclarecido. Mas não muda nada…”
  • “Rui, por debaixo dessa emoção e crença de que não és capaz, está o que eu chamo de quadro interno de pressão – o pior caso cenário do que pode vir a acontecer se falhares ou não aguentares mais pressão.”
  • “O que é que imaginas? Qual seria o pior caso cenário?”
  • “Imagino que se continuo assim vou ter um AVC ou um ataque cardíaco e vou ser obrigado a parar.”
  • “E mais?”
  • “Imagino que vou ficar em falta com uma data de pessoas.”
  • “Imagino que vou falhar os compromissos que assumi: com os empréstimos ao banco, com os meus sócios, com os colaboradores da empresa, com a minha mulher e os meus filhos.”
  • “E mais?”
  • “Que outras pessoas mais poderás vir a desiludir ou a causar sofrimento?”
  • “Aos meus pais. Imagino que os meus pais vão ficar desiludidos.”
  • “E o que é que te tem impedido de parar?”
  • “O que é que imaginas que te impede de desligar MESMO?”
  • “Imagino que não vou ter suporte, que por me afastar vai tudo correr mal e que sou o único responsável por tudo.”
  • “Imagino que sou o único responsável se as coisas correrem mal.”
  • “E por isso imagino que a única solução é continuar a correr atrás dos resultados, sem fim à vista.”
  • “E que só posso parar quando tudo estiver de novo estável (e não vejo isso a acontecer a curto-médio prazo).”

Silêncio.

  • “Como é que reages?”
  • “Lutas contigo?”
  • “Foges da decisão de parar e do desconhecido que daí advém?”
  • “Ou negas como te sentes”
  • “Luto com a angústia e isolo-me cada vez mais das pessoas à minha volta.”
  • “Imagino que não há ninguém com quem possa falar, porque só vou piorar a situação e preocupar as pessoas.”
  • “Ignoro ao máximo os sinais e continuo em frente: logo se vê, posso ter sorte…”

Pausa. Respiração profunda seguida de movimento dos ombros e pescoço.

  • “O que é que acabaste de perceber?”
  • “Percebi que isto é mentira. É um filme da minha mente. Não é verdade.”
  • “A verdade é que estou rodeado de pessoas super competentes.”
  • “A verdade é que não estou a delegar porque tenho a mania que não há quem faça melhor do que eu.”
  • “E é mentira.”
  • “Há pessoas à minha volta com muito mais competência para tarefas que eu continuo a fazer.”
  • “A verdade é que se parar de fazer o que os outros fazem melhor do que eu posso abrandar.”
  • “A verdade é que bem dentro de mim há uma voz segura que me diz que isto é tudo mentira – e que vai mesmo correr tudo bem.”
  • “E que vou ser positivamente surpreendido e suportado.”
  • “E que a empresa vai continuar a crescer mesmo se eu reduzir a minha carga de trabalho.”
  • “Sobretudo se me dedicar ao que é mesmo importante, que é estar disponível para as pessoas em vez de fazer por elas.”

Silêncio.

  • “Como é que te sentes?”
  • “Sinto-me aliviado. Parece que saiu uma tonelada de preocupação de cima de mim…”
  • “Agora sinto uma força e clareza que não sentia há muito tempo.”
  • “Sei o que tenho que fazer.”
  • “Obrigado.”

Os olhos finalmente fixaram os meus. Sorriso…

  • “De onde é que isto veio?”

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Transição de Estado: o Meio de Regressarmos ao Comando

O texto que acabaste de ler é um exemplo de aplicação de um #FLUXO. Caso queiras obter informação mais detalhada sobre a aplicação desta técnica, lê este artigo.

Antes de acabarmos é importante esclarecermos este ponto: a “mudança” que o Rui experimentou não é de maneira alguma definitiva.

É uma transição de estado temporária, o que quer dizer que a ansiedade e o quadro interno de pressão regressarão.

O que nos impede de tomarmos as decisões “difíceis” que sabemos que queremos tomar e entrarmos em acção…

  • Termos as conversas importantes e esclarecermos expectativas;
  • Dizermos Sim quando é Sim e Não quando é Não;
  • Ou deixarmos de adiar e fazermos o que está certo

são estes estados interiores “negativos” que nos prendem a um modo reactivo e automático de agir, e nos desligam de nós mesmos.

O que o #FLUXO nos permite é – assim que percebemos que já fomos apanhados pelo nosso drama de sempre…

  1. Abrandar.
  2. Vir para Dentro.
  3. Desatar o Nó.
  4. E Regressar para Fora a partir de um Estado Empoderado…

Num intervalo de tempo curto e limitado.

E desenvolvermos a consciência e mestria sobre os nossos estados.

O #FLUXO é um diálogo interno que funciona como um telefonema entre o consciente e o subconsciente, e nos permite entrar em estados de fluxo usando como ponto de partida os nós internos.

Tenho que Ser Mais Positivo?

A nossa cultura defende o conceito “muda o pensamento, muda a tua realidade”.

O que a esmagadora maioria das pessoas que praticam desenvolvimento pessoal estão a descobrir é que o pensamento é uma parte ínfima do processo de decisão. É o último passo, como o leme do barco que define a direcção a seguir.

Alterar o pensamento é o mesmo que termos o barco ancorado e mexermos o leme de um lado para o outro na esperança que se dirija na direcção certa.

Antes de dirigir o barco precisamos de levantar o ferro e termos energia motriz – gasolina no motor ou vento na vela – para avançarmos.

É isso que representa termos os nossos recursos internos a funcionar a nosso favor – o alinhamento mente-coração-acção.

A força de vontade é um recurso limitado. O impulso criador que vive dentro de nós não tem fim.

No shoo vivemos de propósito um dia de cada vez:

  1. Identifico o Nó
  2. Transito de Estado
  3. Crio através da Acção
  4. Deixo Ir

E amanhã começa tudo outra vez.

Se o que leste te fez sentido então experimenta aplicares o #FLUXO durante 7 dias, pela manhã, antes de começares a trabalhar.

Vais ver diferença nos teus níveis de motivação, silêncio e clareza.

Obrigado por teres lido este artigo. Desejo que te seja útil na tua busca.

Até já***
João Diogo

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2018-11-05T12:42:41+00:00