Para qualquer circunstância que me proponha a resolver, perceber ou empreender existe um ponto de alavanca que desbloqueia a situação actual.

  • Como uma flor que se abre ao sol.

É o ponto específico que quando pressionado coloca (finalmente) em movimento a estrutura que antes aparentava ser difícil de mover.

Com elegância, harmonia e graça.

O desafio está em:

  1. Identificar o ponto de alavanca.
  2. E saber pressioná-lo na direcção e proporção certas.

Porque a tendência automática é insistir em pressionar os mesmos pontos de sempre ou – perante a sua ineficácia – em fazê-lo com mais força.

A resposta raramente é mais: é antes a proporção certa no ponto certo.

Como?

Para identificar o centro de apoio somos convidados a refinar a consciência até saber distinguir claramente os sintomas da causa:

  • Os sintomas apontam para a causa.
  • A causa aponta para o ponto de alavanca.

Infelizmente, e à semelhança da maioria de nós – também eu fui treinado para me ver livre dos sintomas e ignorar a causa.

Identificar a causa requer assumirmos a responsabilidade pessoal pelas circunstâncias.

E dispormo-nos a navegar através dos sintomas, largar o controlo, sentir o desconforto e colocar em xeque os acordos que temos connosco mesmos.

É um exercício de profunda transformação que nos convida a integrar a liberdade com a disciplina, e a largar o peso que soterra a leveza e alegria.

97% da solução passa por identificarmos o ponto de alavanca, refinando a consciência sobre os nossos padrões automáticos de defesa.

Este é o caminho de regresso a casa, da auto-conexão e da transição de paradigma interior: da sobrevivência à co-criação.

Os restantes 3% são a afinação da pressão a exercer. E quando aqui chegamos já não há volta a dar-lhe.

A luta pela sobrevivência aprisiona-nos no paradigma de eliminação dos sintomas, levando-nos a investir energia em soluções temporárias.

A co-criação impele-nos para evoluirmos e refinarmos a consciência, desenvolvendo competências de conexão connosco, com o outro e com o mundo.

Até já***
João Diogo

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